quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
‘Foi mais do que merecido’, diz Adriane Galisteu sobre título da Tijuca
Galisteu subiu ao camarote para beijar o troféu e conversou com jornalistas em meio a um batalhão de fotógrafos.
“Foi mais do que merecido e esperado. Batemos na trave duas vezes, né? Mas acho que esse título faz justiça à história de Paulo Barros, que já vem fazendo um bom trabalho há muito tempo. Meu bebê também estreou na Sapucaí com o pé direito”, disse a apresentadora, que revelou que vai ficar poucos momentos na festa.
“Passei só pra dar um beijo no pessoal. Preciso me preparar para uma ultrassonografia ainda”, disse Galisteu.
‘Estou de alma lavada’, diz presidente da Tijuca
Foi com muita emoção que o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, chegou à quadra da escola, no Centro do Rio, e levantou a taça para a galera.
“É difícil explicar essa emoção. Estava frustrado comigo mesmo. Eu estava devendo isso para minha comunidade. Estou de alma lavada”, disse ele, garantindo a festa também no Morro do Borel.
Fernando Horta chegou na quadra por volta das 18h, ao lado do carnavalesco Paulo Barros. Na pista, durante a comemoração, integrantes da escola refaziam trechos da coreografia da comissão de frente que surpreendeu a Sapucaí.
A vitória foi comemorada com o samba deste ano, cantado pelos integrantes. O apresentador perguntou à quadra: “O que o Paulo Barros fez com a Tijuca neste carnaval?”
E a galera respondeu em coro: “É segredo, não conto a ninguém...”, numa referência ao enredo com que a escola conquistou o título de campeã do carnaval.
Paulo Barros segura a emoção, mas explode no final e diz que mereceu
O tempo da consagração foi uma dolorosa espera. Mesmo com nota dez em vários quesitos, o carnavalesco da Unidos da Tijuca, Paulo Barros, manteve-se frio e impassível até o resultado final. Depois, foi uma explosão de alegria só, pulando no meio da multidão que o cercou na Apoteose até o último momento da apuração.
“Estou muito feliz. Sinto que mereço esse resultado, a escola, a comunidade que foi tão fundamental, o presidente Fernando Horta. Com todo o respeito às outras escolas, o diferencial está aí. O moderno está aí”, disse, numa resposta aos críticos que chegaram a dizer que o estilo do carnavalesco, com muitos efeitos futuristas e tantas novidades, não era carnaval.
Sobre o segredo para a vitória, falou com franqueza: “Trabalho, muito trabalho e compromisso com a escola, com o enredo. Sou um artista plástico, um carnavalesco, mas também um estrategista”, vibrou, antes de subir até a Apoteose e ser abraçado por outros componentes da escola e erguer a bandeira campeã.
Paulo Barros chegou eufórico à quadra da Unidos da Tijuca, no Centro do Rio. Cercado por integrantes da escola, jornalistas e fotógrafos, foi logo se abraçando ao troféu inédito, tanto para ele quanto para a escola. Muito emocionado, o carnavalesco descreveu a sensação de vencer carnaval carioca pela primeira vez.
“Sinto como se estivesse voltando pra casa. Chegou a hora de comemorar”, disse Barros, que estreou no Grupo Especial pela mesma escola em 2004.
Para ele, a ousadia foi o maior mérito da Unidos da Tijuca este ano. “Esse título é a maior prova de que vale a pena ser ousado”, comemorou.
No resultado final, a Unidos da Tijuca ficou a um décimo da unanimidade e a cinco décimos na frente da segunda colocada. Fechou o placar da vitória com 299,9 pontos, enquanto a Grande Rio recebeu um total de 299,4.
Com o imenso calor, a Sapucaí recebeu o menor público durante a apuração. Por várias vezes o Corpo de Bombeiros jogou água sobre a galera na arquibancada. Ao final da apuração, o locutor Jorge Perlingeiro anunciou uma decisão do presidente da Liga das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira:
“No próximo ano, para aliviar esse calor da galera e dar mais conforto para o público, que merece, a apuração será na Cidade do Samba, na sombra”, anunciou.
Globo.com/Carnaval2010
Vila quer pedir impugnação de jurado
“A minha escola foi prejudicada porque desfilou 22 minutos sem o som da bateria. O jurado desse quesito deveria ter levado isso em consideração. Vou pedir a impugnação dele porque esse sujeito tem uma marcação implacável com a Vila. Esse julgador deu 9,4 para a bateria. Esse homem é ridículo”, protestou.
Quem também reclamou foi o presidente da Beija-Flor, Farid Abraão.“A vitória da Tijuca foi incontestável”, afirmou, antes de criticar as notas dadas pelos jurados para os quesitos enredo e alegorias e adereços.
“Não compreendo como tiraram décimos de um enredo tão importante (50 anos de Brasília) já que tinham tantos jovens na Sapucaí que não sabiam dessa data. O enredo tinha uma importância histórica. Infelizmente, não deu”, lamentou.
'Eu mereço', diz carnavalesco Paulo Barros
“Eu mereço”, gritou.
Barros agradeceu o envolvimento da comunidade no carnaval da escola, que é formada, em sua maioria, pelos moradores do Morro do Borel. O carnavalesco agradeceu também ao presidente da escola, o português Fernando Horta.
A Unidos da Tijuca é identificada com a comunidade de portugueses que vivem no Rio.
“Demora, demora, mas chega. Depois de várias tentativas, chegou a hora. Esperei, esperei e veio. A vitória é a melhor possível. [Foi] um belíssimo carnaval. Parabéns a todas as outras escolas também, todas fizeram um belo espetáculo, mas esse é nosso, é da Tijuca. O segredo foi se dedicar e trabalhar muito”, afirmou logo após saber do resultado.
“Queria agradecer a todo mundo que participou. Eu só acreditei na vitória do meio [da apuração] para a frente”, disse o carnavalesco Paulo Barros.
“Quero dividir essa vitória com o meu marido, o Rodrigo, que também é coreógrafo da Tijuca. Valeu cada gota de suor”, afirmou Priscilla Mota, coreógrafa da Tijuca.
Nascido em Nilópolis, onde cresceu ligado à Beija-Flor, Paulo Barros aprendeu a criar figurinos com o mestre Joãosinho Trinta. Em 1994, ele estreou como carnavalesco na vizinha Faladeira, do Grupo de Acesso.
Em 2004, pela primeira vez no Grupo Especial, à frente da Unidos da Tijuca, ele criou uma alegoria que marcou a história do carnaval ao criar uma alegoria humana, o carro do DNA. Em três anos, Paulo conquistou para a escola três vice-campeonatos e meia dúzia de estandartes de ouro. Em 2007, ele passou pela Viradouro e Vila Isabel e acabou voltando à Unidos da Tijuca para o Carnaval 2010.
O carnavalesco estudou arquitetura e artes plásticas. Antes de encontrar a realização no carnaval, foi comissário de bordo e professor de inglês.
Viradouro é rebaixada após 19 anos no Grupo Especial
“Investi R$ 7 milhões nesse desfile. Fiz o melhor que pude para nossa comunidade. Vesti 3,2 mil pessoas da escola”, afirmou o presidente da Viradouro, Marco Lira.
No desfile, a Viradouro enfrentou problemas nas alegorias e fantasias, que desfilaram incompletas do que foi originalmente concebido pelos carnavalescos Júnior Schall e Edson Pereira. A escola já foi campeã em 1997, com o enredo “Trevas, luz! A explosão do universo”, assinado por Joãosinho Trinta.
Liga troca nota de dois jurados para a Gaviões da Fiel
A TV Globo esclarece que essa dúvida não existe. A digitação se limita a reproduzir fielmente o que é lido pelo locutor oficial da Liga. Ou seja, se houve uma inversão, foi feita pelo locutor oficial. É importante lembrar que a TV Globo não tem acesso às notas do desfile. Só tem conhecimento delas no momento em que o locutor oficial da Liga anuncia - no microfone - os votos de cada um dos jurados.
Adolescente ‘dono’ de tema de enredo da Unidos da Tijuca torce para o Salgueiro
O estudante do 2º ano do Ensino Médio já está de olho na Faculdade de Belas Artes e pretende se tornar carnavalesco, mas até lá não quer parar de criar. “Já tenho uma nova sugestão de enredo para o Carnaval 2011 e será entregue novamente para o Paulo”, diz. “Só posso adiantar que a ideia é usar novamente o imaginário das pessoas.”
Pela parceria, Vinícius foi convidado por Paulo para desfilar na Unidos da Tijuca. “Foi a primeira vez que saí em uma escola de samba”, conta o adolescente. “Quando entramos no setor 1 e a Comissão de Frente se apresentou, as pessoas quase se jogaram em cima dos integrantes. Foi demais!”. Mesmo com a empolgação, Vinícius afirma que a torcida ainda é pelo Salgueiro. “Não gostei muito do desfile da escola [Salgueiro] este ano, mas torcedor de verdade não abandona o time assim, por isso é muito difícil que eu mude para outra escola.”
Enredo será o primeiro critério de desempate do carnaval carioca
Representantes das escolas de samba do grupo especial do Rio e da Liesa, a Liga da escolas de samba, realizaram na manhã desta quarta-feira (17) o sorteio da ordem de leitura dos quesitos durante a apuração, que começará por volta das 15h30.
O critério de desempate é o inverso da ordem de leitura, ou seja, o último quesito a ser anunciado é o primeiro no desempate. E o sorteado foi enredo.
A ordem de leitura de quesitos será a seguinte:
1 – bateria
2 – samba enredo
3 - harmonia
4 - conjunto
5 – mestre-sala e porta-bandeira
6 – fantasia
7 – evolução
8 – alegorias
9 – comissão de frente
10 - enredo
A apuração do Rio traz duas novidades neste ano. No lugar dos 40 jurados, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) decidiu que seriam 50 julgadores a analisar os 10 quesitos. Outra mudança é a volta do descarte de notas. Serão descartadas a menor e a maior nota de cada quesito, sendo validadas as outras três. As notas poderão variar de 8 a 10 pontos, fracionadas em um décimo.
A apuração da campeã das escolas de samba do grupo especial do Rio está prevista para as 15h45, mas integrantes das escolas começaram a chegar às quadras no final da manhã, para acompanhar o resultado.
Globo.com/Carnaval2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Tumulto interrompe festa da Rosas de Ouro em São Paulo
Segundo informações da Globo News, policiais utilizaram gás para conter a confusão. As causas do tumulto ainda são desconhecidas.
De acordo com cálculos da diretoria da Rosas de Ouro, entre 8 mil e 10 mil pessoas estavam presentes à festa.
Para evitar o quebra-quebra ocorrido do ano passado, a quadra, localizada na Freguesia do Ó, só foi aberta após o resultado da apuração.
Mais cedo, o clima era de muita festa na quadra, que ficou pequena para tanta gente.
Em certo momento, o palco ficou muito lotado e foi pedido que algumas pessoas descessem. Pelo microfone, também recomendaram calma por causa “dos ânimos”.
Rosas de Ouro arrasta multidão para quadra após vitória em SP
Na festa, além de muitos jovens, havia famílias e crianças comemorando. A presidente da escola, Angelina Basílio, pediu que as mulheres não desistam, mesmo sofrendo preconceito.
De acordo com cálculos da diretoria da Rosas de Ouro, entre 8 mil e 10 mil pessoas estavam presentes à festa. Para evitar o quebra-quebra ocorrido do ano passado, a quadra, localizada na Freguesia do Ó, só foi aberta após o resultado da apuração. O troféu chegou por volta de 19h, levando todos ao delírio.
Pouco depois, Angelina apareceu e pegou o microfone no palco. “Foi muito sofrido. Até o último quesito”, admitiu. Ela atribuiu à persistência o fato de a agremiação, cujo enredo deste ano foi a história do cacau, ter sido campeã.
“A palavra chave do sucesso foi a perseverança porque a mulher sofre preconceito e tem que mostrar que é boa. Não desistam!”, gritou, para ser novamente aplaudida.
Entre amigos
Muito animada, a professora universitária Fábia Campos, de 48 anos, não parava de cantar o samba da escola. Ela não podia ser mais pé quente para a Rosas de Ouro.
“Sempre torci para a escola, mas este ano estreamos na avenida, desfilamos pela primeira vez. E somos campeões. É demais!”, afirmou. Fábia saiu de Perdizes, na Zona Oeste, e foi para a quadra com o marido e a filha assim que soube do resultado. “Acompanhei pela TV até a última notinha”.
No meio da multidão, a estudante Caroline Felipe Urbano, de 18 anos, festejava o campeonato. E nem se importava em estar com a camisa da Águia de Ouro, escola paulista que ficou em 11º lugar este ano.
“Para mim, nas escolas não pode rolar preconceito. Ainda mais na Rosas, que é como irmã (da Águia). Qualquer uma ganhando, vou curtir do mesmo jeito”, contou a moça, que não parava de sambar.
O clima era de muita festa na quadra, que ficou pequena para tanta gente. Quem conseguiu, “escalou” os pilares e comemorou do alto, agitando camisas e bandeiras. Muitos choravam, se abraçavam e nunca deixavam de cantar o samba, puxado insistentemente pelos intérpretes da agremiação.
Em certo momento, o palco ficou muito lotado e foi pedido que algumas pessoas descessem. Pelo microfone, também recomendaram calma por causa “dos ânimos”. Apesar do recado, até as 19h30, não havia tido registro de confusão.
Globo.com/Carnaval2010
Presidentes da Mancha Verde e da Gaviões da Fiel se abraçam
'Eu sempre acreditei', diz presidente da Rosas de Ouro sobre vitória
A presidente da escola de samba Rosas de Ouro, que levou o título do grupo Especial do carnaval em São Paulo, resumiu o sentimento da vitória nesta terça-feira (16): "Eu sempre acreditei. Nunca me ative aos atalhos no caminho. Eu sempre acreditei e acredito", disse Angelina Basílio. "A palavra chave é perseverança, acreditar e não desistir nunca. Muitas vezes ouvi falar: 'Você é mulher, vai pegar a presidência?' Mas eu digo que o importante é não desistir."
Muito emocionada, ela, que preside a escola que ficou 16 anos sem o título, disse que foi o trabalho que fez a agremiação chegar ao topo. "Eu estou aqui pra mostrar que com trabalho a gente chega lá. Tava entalado!", disse Angelina, que dedicou a vitória a seu pai Eduardo Basílio, um dos fundadores da escola, que morreu em 2003. "Ele deve estar muito feliz no plano espiritual."
O diretor de harmonia da escola, Roberto Dias, chorava muito ao final da apuração. "É demais, são 14 anos com esse grupo", disse. Após receber o troféu, os diretores se dirigiram até a torcida da escola na arquibancada exibir o símbolo da vitória.
G1
Torcedores da Gaviões atiram objetos contra outras torcidas durante apuração
Torcedores da Gaviões da Fiel atiraram objetos e promoveram tumulto durante a divulgação das notas das escolas de samba de São Paulo na tarde desta terça-feira (16) no sambódromo do Anhembi, na capital paulista.
Revoltados com as notas dadas pela comissão julgadora dos desfiles, torcedores da Gaviões, que ocupam as arquibancadas superiores do Anhembi, atiraram garrafas de plástico e outros objetos contra as torcidas das outras escolas.
Fotógrafa da Vai-Vai é atendida após ser atingida por cadeira
Diante do tumulto, a diretoria da Gaviões se deslocou até a arquibancada da Gaviões para pedir que eles parassem.
"A revolta é pelas notas injustas, mais uma vez o preconceito está acima de tudo”, disse o presidente da Gaviões Eduardo fontes, referindo-se ao preconceito em relação às escolas ligadas a times de futebol.
A estimativa da Polícia Militar é de que haja cerca de 4 mil torcedores da Gaviões presentes no Anhembi.
O público total é estimado entre 5 mil e 6 mil.
Algumas pessoas saíram feridas do tumulto, como é o caso de uma repórter fotográfica da Vai-Vai, que relatou ter sido atingida na perna por uma cadeira e, chorando muito, recebeu atendimento médico.
Um outro repórter também foi atingido e foi levado por uma ambulância com um corte de cerca de 3 cm na cabeça.
G1
Após vitória, diretores da Rosas de Ouro agradecem aos torcedores no Anhembi
Tão logo terminou a apuração nesta terça-feira (16), diretores da campeã Rosas de Ouro correram até a arquibancada para agradecer aos torcedores que estavam presentes no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo.
A escola terminou em primeiro lugar na apuração do desfile das escolas de samba na tarde desta terça-feira (16), no Sambódromo do Anhembi.
O último título da Rosas foi em 1994. Em segundo lugar ficou a Mocidade Alegre com 0,25 ponto de diferença em relação à campeã.
O diretor de harmonia, Roberto Dias, chorava muito e mal conseguia falar. “São 15 anos com esse grupo, é demais", disse.
A presidente da escola, Angelina Basílio, havia se retirado da pista um pouco antes do fim da apuração porque ficou com medo de ser atingida por um dos objetos atirados pela torcida da Gaviões. Ela acompahou as últimas notas de dentro do camarote.